Sandro Rocha é um fiel telespectador das TVs Câmara, Senado, Alerj e por aí vai. O ator, que viveu um policial corrupto em “Tropa de elite”, sempre se interessou por política e decidiu dar a cara a tapa ao falar do tema e, muitas vezes, polemizar, como quando se manifestou a favor da extinção do Ministério da Cultura. “Já me prontifiquei, inclusive, a participar da CPI do MinC. Quando vier à tona a roubalheira que aquilo foi, muita gente que está acima do bem e do mal vai cair”, avisa.
O ator é contundente, convicto e vem promovendo em sua página do Facebook uma série de debates. Sandro passou a entrevistar políticos e declara abertamente seu apoio a Jair Bolsonaro. “Óbvio que não concordo com tudo o que ele diz. Mas as pessoas execram o cara sem conhecer sua plataforma”, defende ele, que se apressa em dizer que nem seu candidato nem ele são homofóbicos: “Como poderia ser? Trabalho num meio onde tenho vários amigos gays. Homofobia é você não suportar sequer conviver com um homossexual”.
Sandro não tem a menor intenção de se lançar a algum cargo público. “Não quero, não vou sair a vereador, nada disso. Para fazer política não é preciso ser eleito. Faço da maneira em que acredito, com diálogo”, afirma.
Sandro diz que até hoje não sofreu ataques por defender os políticos de direita e diz que seu espaço virtual é aberto a outros partidos e pensamentos: “Fui militante estudantil, votei no Lula. Tenho vergonha de tudo isso. Hoje, adoraria poder debater com Jean Willys, ao vivo”.
