No começo da manhã desta quinta-feira, na zona Sul de Joinville, um caso semelhante movimentou o bairro Fátima. Dois homens estacionaram uma motocicleta na calçada da rua Fátima, ao lado de uma loja de produtos eletrônicos. Os números e as letras da placa da moto foram adulterados para impedir a identificação do veículo por câmeras ou por policiais. Os dois entraram na loja e renderam o dono, os funcionários e dois clientes que estavam no local.
Todos foram levados para os fundos da loja enquanto, armados, os dois tentavam pegar computadores e equipamentos. Num momento de distração, o dono da loja saiu dos fundos atirando contra os assaltantes.
Segundo um dos clientes que estava no local no momento do assalto, os bandidos chegaram a roubar joias, carteiras e objetos pessoais. Na troca de tiros, um dos assaltantes morreu dentro do estabelecimento. Até a tarde desta quinta-feira, a Polícia Civil ainda não tinha confirmado a identidade dele.
Segundo a mulher dele, que não quis se identificar à reportagem, a loja foi aberta há cerca de seis anos e já havia sido alvo de ladrões pelo menos outras três vezes.
— Da última vez, levaram computadores de clientes e deixaram um prejuízo enorme — disse.
Reação é caso isolado, diz PM
Para o comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Hélio César Puttkammer, as três mortes que ocorreram em menos de 24 horas em Joinville foram situações isoladas. Para ele, quem toma a decisão de reagir a um assalto coloca a própria vida e a vida de outras pessoas em risco.
— A legislação penal prevê, consagra e autoriza a legítima defesa, mas quando o indivíduo sofre um assalto, ele fica numa situação extrema de vulnerabilidade. É pego de surpresa. Não é recomendável a reação a um roubo — diz o comandante.
De acordo com o policial, nos dois casos, as vítimas poderiam ter se dado mal.
— O desfecho, quando envolve arma de fogo, é muito imprevisível. Felizmente, nestas duas situações, foi bom para as vítimas — diz o comandante.

